Vamos falar sobre a cama compartilhada com bebê: pode ou não?

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Um tema muito discutido e famoso por gerar dúvidas nos pais é a cama compartilhada com o bebê. Isso se dá porque, apesar de ser um hábito prático e comum, não é recomendado pelas academias de pediatria, como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O motivo para tal recomendação são os riscos envolvidos, incluindo morte súbita.

Por outro lado, a cama compartilhada com o bebê também apresenta vantagens, principalmente no momento da amamentação. Assim, essa é uma decisão que deve ser tomada levando em consideração a realidade, o dia a dia e as preferências de cada família.

Para entender o assunto melhor — e o que faz mais sentido para você —, confira neste conteúdo os prós e contras de cada lado da prática!

Quais as consequências da cama compartilhada?

O hábito de dormir com a criança e dividir a mesma cama é um método bastante usado a fim de facilitar a vigilância dos pais. No entanto, um simples lençol no rosto do bebê pode causar um acidente, devido o seu controle respiratório ainda estar em amadurecimento. Sendo assim, a cama compartilhada conta com seus prós e contras, tais quais:

Vantagens

Abaixo, alguns dos aspectos positivos da cama compartilhada. Veja!

Facilita na hora do cuidado

Os primeiros meses de vida do bebê exige extrema atenção dos pais, podendo levar a exaustão. Nesse caso, dormir com a criança facilita na hora da amamentação, fazendo com que não seja necessário levantar durante a noite e contribua para a qualidade do sono.

Bebê se sente mais seguro

Devido aos noves meses na barriga da mãe, quando o bebê nasce, é natural que sinta falta dessa aproximação. Por essa razão, a cama compartilhada proporciona tranquilidade, fazendo com que o pequeno tenha o calor, movimentos e cheiro dos pais.

Desvantagens

Agora, os lados negativos de adotar a prática em seu dia a dia. Confira!

Possibilidade de criar uma dificuldade de dormir sozinho na criança

A prática pode fazer com que a criança fique mal acostumada e desenvolva uma dependência e insegurança, sendo sempre necessário ter uma pessoa ao lado na hora dormir.

Pode trazer riscos a criança se as medidas de segurança não forem tomadas

Uma das medidas de segurança é não utilizar almofadas ou cobertores grandes e pesados, pois podem trazer riscos e provocar um sufocamento, por exemplo, principalmente se caso os pais dormirem profundamente.

Quais as formas seguras de dormir com o bebê?

Para quem prefere dormir ao lado do pequeno, é importante ter consciência e seguir à risca algumas medidas de segurança até os seis meses de vida. São elas:

  • deixar o bebê entre a parede e a mãe, desde que não tenha vão para ele não ficar preso;
  • posicionar o berço ao lado da cama do casal;
  • verificar a quantidade de roupas do bebê, pois o calor dos pais também vai aquecê-lo;
  • dar preferência à uma manta leve, que cubra a criança somente até o tórax;
  • prender o cabelo e retirar cordinhas, joias e afins que possam enroscar na criança e machucá-la;
  • colocar a criança de barriga para cima, assim reduz a ocorrência de sufocamento.

Seja na cama compartilhada ou em seu próprio quarto sozinho, essa decisão cabe aos pais, já que haverá impactos na nova realidade da família. O mais importante é seguir dicas de segurança em ambos os casos e, claro, adequar a criação do filho à realidade da família, mantendo não só os devidos cuidados com o bebê, mas com a qualidade do sono de todos os envolvidos e a harmonia familiar.

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